A viagem Luxemburgo

Quantas viagens a Portugal é preciso prever, e com que intervalo?

Resposta curta

Duas. No percurso descrito pelo Instituto AreLuna, o implante unitário pede duas a três consultas e cerca de três meses de osteointegração, e esse intervalo passa-se em casa, sem consultas — o que dá uma viagem para a cirurgia e outra para o dente. Para uma arcada completa, a conta é a mesma, por outra razão. O número de viagens de um caso depende de avaliação e diagnóstico individual prévios.

§ 01

Contar bilhetes, ou contar consultas

É a primeira confusão a desfazer, e a que faz contar bilhetes a mais. O percurso de um implante conta-se em consultas, não em viagens: duas a três consultas, na descrição do Instituto AreLuna, número indicativo que depende de avaliação e diagnóstico individual prévios. Várias delas cabem na mesma estadia, com poucos dias de intervalo. O que obriga mesmo a voltar a Portugal é outra coisa.

A razão é a osteointegração: o tempo que o osso leva a ligar-se ao titânio. Esse tempo não se encurta com disponibilidade nem com marcações: é biologia, e acontece longe da clínica. É ele que parte o tratamento em duas estadias. Os prazos aqui indicados são os que o Instituto AreLuna descreve, e também dependem de avaliação e diagnóstico individual prévios.

§ 02

Para um dente: colocar, esperar, voltar

A descrição do tratamento, nas palavras do Instituto AreLuna, é a substituição de um dente perdido por um implante de titânio com coroa de zircónia, planeado a partir de radiografia 3D. O percurso tem duas partes separadas por uma espera: primeiro o implante entra no osso; passado o tempo de osteointegração, que indica em cerca de três meses, entra o dente que se vê. Prazos indicativos, que dependem de avaliação e diagnóstico individual prévios.

Entre as duas partes, não fica nada marcado em Portugal. A descrição é explícita neste ponto: a osteointegração passa-se em casa, sem consultas. Para quem vive no Luxemburgo, é a diferença entre um tratamento à volta do qual é preciso organizar a vida e um tratamento que ocupa duas estadias separadas por vários meses.

Para a estadia da cirurgia, o Instituto AreLuna indica um mínimo de três dias no local: um para a avaliação, um para a cirurgia, pelo menos um para recuperar antes de voltar a apanhar o avião. Para a segunda, a da prótese definitiva, não há duração publicada. Ambas dependem de avaliação e diagnóstico individual prévios, e quem tem de fixar datas de bilhetes confirma-as antes de os comprar.

§ 03

Para uma arcada: a mesma conta, outra razão

Quando o que se substitui é uma arcada inteira, com uma prótese fixa colocada sobre quatro ou seis implantes, o calendário muda de forma sem mudar de conta. O Instituto AreLuna descreve o percurso como uma cirurgia mais duas a três consultas de seguimento, e o protocolo prevê prótese fixa provisória em 24 a 72 horas quando a avaliação com CBCT confirma condições para carga imediata. Nada disto se fixa antes de avaliação e diagnóstico individual prévios.

Está tudo na palavra «provisória». A prótese que fecha o espaço nos primeiros dias não é a que fica: a definitiva chega três a quatro meses depois, segundo a descrição do Instituto AreLuna, e é por causa dela que existe uma segunda viagem. Também aqui, prazo indicativo, dependente do que a avaliação e o diagnóstico individual prévios mostrarem.

Os dois casos não se somam nem se misturam: são dois calendários distintos, com o mesmo número de viagens por razões diferentes. Perguntar quantas viagens são precisas sem dizer qual dos dois é o seu dá uma resposta que não permite comprar nenhum bilhete.

§ 04

Duas viagens, quando já havia três

Esta conta interessa sobretudo a quem não faz a viagem por causa do tratamento. Quem vive no Luxemburgo e vem ver a família já tem, num ano normal, mais de duas viagens na cabeça. A pergunta prática passa então a ser se as viagens já previstas caem, ou não, dentro do intervalo que o tratamento impõe.

Essa conta só fecha com datas concretas e depois do exame. Começa com uma chamada para o +351 220 430 090 e acaba numa consulta de avaliação na Rua de Júlio Dinis, 194, 4050-327 Porto, morada onde são prestados os cuidados dentários do Instituto AreLuna. O Instituto AreLuna está registado na Entidade Reguladora da Saúde com o número 161637, com a licença de funcionamento 21593.

§ 05

Perguntas frequentes

Duas é uma regra?

Duas é o que resulta do percurso descrito pelo Instituto AreLuna, tanto para o implante unitário como para a arcada completa. Não é uma regra que se aplique a toda a gente: o número de viagens de um caso depende de avaliação e diagnóstico individual prévios, e há planos com etapas a mais, como um enxerto ósseo, que só o exame revela.

É preciso voltar a Portugal entre as duas?

Segundo a descrição do Instituto AreLuna, não: a osteointegração passa-se em casa, sem consultas. O que fazer se aparecer algum incómodo durante esse período não se responde numa página escrita para toda a gente — é matéria do caso concreto e das indicações de quem operou.

E cada estadia, quantos dias são?

A primeira, a da cirurgia, conta com pelo menos três dias no local, com consultas só em dias úteis, porque o estabelecimento não abre ao fim de semana. Para a segunda, não há duração publicada. Ambas dependem de avaliação e diagnóstico individual prévios e confirmam-se pelo número +351 220 430 090, antes de comprar um bilhete.