Disseram-me que não tenho osso suficiente: ainda é possível ter dentes fixos?
Um «não» por falta de osso é um «não» a um plano concreto, feito sobre uma imagem concreta, num dia concreto. Pode confirmar-se numa segunda avaliação, como pode não se confirmar. O que o protocolo de arcada completa muda é a posição dos implantes de trás, inclinados para aproveitar o osso que já existe — o que, segundo a descrição técnica, evita o enxerto ósseo na maioria dos casos. Uma maioria deixa de fora uma minoria real, e a decisão é de quem examina.
O que um «não» diz, e o que não diz
Chega-se a esta pergunta quase sempre pelo mesmo caminho: uma frase ouvida numa consulta, «não há osso suficiente», que pesa desde então. A partir daí, o assunto costuma parar de vez, às vezes durante anos.
Há duas coisas que convém separar. Uma opinião clínica diz respeito a um plano — aquele plano, com aquela imagem, naquele dia. Diz que esse caminho não é possível com essa informação. Sozinha, não fecha todos os caminhos.
Não é o mesmo que dizer que a primeira opinião estava errada. Uma segunda avaliação pode confirmá-la por inteiro, e isso também é uma resposta — uma resposta que chega mais cedo e mais barata do que uma viagem feita na dúvida.
Onde a inclinação faz a diferença
O protocolo de arcada completa desiste de distribuir implantes ao longo de todo o maxilar. Junta poucos, em sítios precisos. Segundo a descrição técnica do protocolo, os dois implantes de trás são colocados inclinados, até 30 graus, para aproveitar o osso que já existe.
É daí que vem a frase que interessa a quem faz esta pergunta: assim colocado, o All-on-4 evita o enxerto ósseo na maioria dos casos. É a descrição de uma técnica, não uma afirmação sobre o caso de quem lê. E «na maioria» lê-se por inteiro: há casos em que não o evita.
Sobre o que se faz quando não o evita, esta página não adianta nada. Não há nenhum facto publicado pelo Instituto AreLuna sobre outras técnicas para perdas de osso acentuadas, e por isso nenhuma é aqui nomeada. O que um enxerto acrescenta ao orçamento é assunto da página dedicada ao enxerto ósseo.
O que só a imagem pode decidir
Tudo se decide na radiografia 3D. O CBCT mostra a altura e a espessura do osso em cada ponto, e é essa informação que diz se há apoio onde o plano o pede. Uma radiografia plana, ou a memória de uma consulta antiga, não sustenta uma decisão destas.
O Instituto AreLuna descreve um protocolo de implantes em que o caso é planeado em computador antes da cirurgia, a partir dessa imagem. Quem já tem exames faz bem em trazê-los: ajudam e podem evitar repetições. A decisão, essa, toma-se sobre a imagem atual e com a pessoa presente.
Ninguém pode dizer se há osso suficiente num maxilar sem ter examinado a pessoa e lido a sua imagem. Uma clínica que o afirmasse sem ter visto nada estaria a afirmar o que não tem maneira de saber.
As situações em que a resposta não muda
Também isto tem de ser dito. Há arcadas para as quais este protocolo não está indicado, com ou sem enxerto. E o que pesa nessa conclusão não é só o osso: o estado geral de saúde e os hábitos que interferem com a cicatrização também contam.
Nenhum destes elementos decide sozinho. São peças de uma avaliação, e a avaliação é individual — por isso não há aqui uma lista de quem pode e de quem não pode. Como qualquer ato, depende de avaliação e diagnóstico individual prévios.
A consulta de diagnóstico marca-se pelo número +351 220 430 090, para o estabelecimento da Rua de Júlio Dinis, 194, 4050-327 Porto, onde são prestados os cuidados dentários. O que dela sair deve vir por escrito: o plano, os exames em que se apoia, e o que muda se o exame revelar mais do que o previsto.
Perguntas frequentes
Uma recusa ouvida noutro sítio fecha a porta?
É definitiva para o plano que foi avaliado. Uma segunda avaliação, com imagem 3D, chegará à mesma conclusão ou a outra. Quem a pede faz bem em trazer os exames já feitos, para não repetir o que existe.
Quer isso dizer que um enxerto não vai ser preciso?
Nem sempre. A descrição técnica do protocolo atribui-lhe evitar o enxerto na maioria dos casos, o que deixa de fora uma minoria real. Quando é necessário, fica no plano escrito que sai da consulta de diagnóstico, com o efeito que tem no valor — que depende, como o resto, de avaliação e diagnóstico individual prévios.
Dá para saber sozinho se tenho osso suficiente?
Não. Sem um exame de imagem lido por um médico dentista, não há resposta. É por isso que a pergunta acaba sempre numa consulta de diagnóstico presencial.